Ciência e Engenharia de Materiais

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quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Fabricação e propriedades de scaffold de PLA/nano-HA com propriedades mecânicas balanceadas e funções biológicas para aplicação óssea em engenharia de tecidos

15 setembro

 Resumo: O artigo apresenta uma técnica de produção de matrizes porosas (scaffolds) de poli-ácido lático (PLA) e nanohidroxiapatita (nano-HA) através da manufatura aditiva para simular a fase orgânica e inorgânica do osso natural. Sendo avaliado por métodos de caracterização, propriedades mecânicas e atividades biológicas, apresentando uma proposta promissora para a área da reconstrução óssea.



Por muitos anos, pesquisadores da área de materiais vem trabalhando no desenvolvimento de uma alternativa para enxertos ósseos de forma artificial (ou sintética). Inicialmente, scaffolds (matrizes porosas) eram utilizadas para preenchimento da área com defeito. Porém, com o avanço da tecnologia, eles começaram a ser utilizados como um mecanismo de indução ativa para a regeneração óssea, e assim, promovendo a reconstrução do osso original. 


Atualmente, os scaffolds simulando estruturas ósseas porosas podem ser fabricados por uma variedade de métodos. Os métodos tradicionais incluem separação de fase, lixiviação de partículas, formação de espuma de gás ou liofilização, que não podem controlar o tamanho, a forma e o tamanho dos poros. No entanto, essas técnicas não produzem a estrutura precisa de um scaffold tridimensional. 


A impressão 3D (manufatura aditiva) mostra uma grande capacidade de fabricação de material e pode produzir o scaffold camada por camada de acordo com o modelagem específica de um arquivo CAD (Computer-aided engineering).

Neste estudo, nano-HA e PLA com a mesma massa (50/50) foram fabricados em scaffolds compósitos. A caracterização, propriedades mecânicas, biocompatibilidade in vitro e indutibilidade osteogênica do scaffold compósito foram sistematicamente examinadas, e mais experimentos in vivo foram realizados em modelo de defeito femoral de coelho por 3 meses. 


Os resultados mostram que os andaimes compósitos PLA/nano-HA têm boa biocompatibilidade e indução osteogênica habilidade simulando materiais orgânicos e inorgânicos no tecido ósseo, simulando o ambiente natural da matriz óssea e com potencial de transformação clínica no reparo de defeitos ósseos críticos.


 


Figura 1: Fabricação de compósitos PLA/n-HA. (a) Material seco de PLA/n-HA; (b) materiais brutos de PLA/n-HA triturados; (c e d) filamento compósito PLA/n-HA; (e) scaffolds de células compostas PLA/n-HA impressas em 3D; (f) reconstrução CT de um cilindro composto impresso em 3D; e (g) reconstrução de TC de blocos impressos em 3D (frente, diagonal, em estrutura honeycomb). Fonte: (WANG, el at. 2021).


Por fim, o artigo conclui que o material compósito de PLA/nano-HA (50/50) foi produzido através da manufatura aditiva e apresentou alta processabilidade, biocompatibilidade e alta atividade biológica, capaz de induzir crescimento ósseo in vivo. O material produzido apresentou alto potencial para implantes em defeitos ósseos e pode combinar as vantagens do método de fabricação, além de compensar as deficiências de cada material. Sendo assim, apresentando um significado promissor na área da engenharia de tecidos e aplicação de biomateriais.





Referência:
W. Wenzhao, Z. Boqing, Z. Lihong, L. Mingxin, H. Yanlong, W. Li, Z. Zhengdong, L. Jun, Z. Changchun e L., Lei. "Fabrication and properties of PLA/nano-HA composite scaffolds with balanced mechanical properties and biological functions for bone tissue engineering application" Nanotechnology Reviews, vol. 10, no. 1, 2021, pp. 1359-1373. https://doi.org/10.1515/ntrev-2021-0083


Redação: Rafael Andrade Taveira - Engenharia de Materiais - UNILA
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quinta-feira, 1 de setembro de 2022

Biomineralização e regeneração sucessiva de materiais de construção vivos projetados

01 setembro

 


Resumo: Materiais de construção vivos (LBMs – Living Building Materials) foram projetados que forma são capazes de possuirem funções biológicas e estruturais. Os LBMs foram criados inoculando um scaffold de hidrogel de areia estrutural inerte com Synechococcus sp. PCC 7002, uma cianobactéria fotossintética. O scaffold forneceu suporte estrutural para Synechococcus, que endureceu a matriz de hidrogel através da biomineralização de carbonato de cálcio.


Nos dias atuais, a precipitação de carbonato de cálcio (CaCO3) induzida microbianamente (MICP - microbially induced calcium carbonate) é utilizada para a estabilização do solo, reparos em fissuras no concreto, vedação de fratura de óleos, biorremediação em metais e mitigação de vazamento de dióxido de carbono (CO2). Durante a precipitalção induzida microbianamente, a atividade metabólica dos microorganismos aumenta o estado de saturação local da célula bacteriana e promove a precipitação do carbonato de cálcio (CaCO3).


Com a viabilidade a longo prazo melhorada, os microorganismos podem ser utilizados para cultivar materiais de construção vivos (LBM’s) com funções biológicas estruturais. Os LBM’s necessitam de dois componentes principais: scaffold inerte (que fornece suporte estrutural para um componente vivo) e um componente vivo (que utiliza o scaffold como função estrutural e biológica).


Os microorganismos capazes de precipitar o carbonato de cálcio induzido microbianamente podem ser utilizados para cultivar materiais de construção com função auto-sustentável.


A viabilidade de Synechococcus no compósito areia-hidrogel foi, em geral, muito maior do que outros microrganismos biomineralizantes relatados em outros materiais estruturais. Otimizando as caracterísicas biológicas e estruturais dos LBM’s (temperatura, umidade e química do hidrogel) podem estender a utilizade deles para aplicações mais avançadas. Por exemplo, os microorganismos podem sentir, e responder, a produtos químicos tóxicos ou revelar danos estruturais com fluorescência.


 

Figura 1: (1) Os LBMs são criados pela mistura de Synechococcus sp. com células contendo cálcio meio nutricional, gel e areia. (2) LBMs podem ser regenerados exponencialmente a partir de um LBM através do uso de interruptores de temperatura e umidade. (3) LBMs ganham integridade estrutural por meio de dessecação. Após o serviço como material estrutural de suporte de carga, os LBMs podem ser reciclados como fonte agregada para novos LBMs. Fonte: (Reveran et al. 2020).


A pesquisa desenvolvida mostrada no artigo determinou que os LBM’s projetados foram capazes de mostrar uma regeneração exponencial através do uso de interruptores ambientais e precipitar o carbonato de cálcio induzido por micróbios. A cianobactéria Synechococcus, mineralizou e endureceu o gel. Em conjunto, o artigo mostrou que os resultados obtidos demonstram novas classes de LBM’s que podem ser projetados para obter múltiplas funcionalidades biológicas em materiais estruturais.





Referência:
C. M. Heveran, S. L. Williams, J. Qiu, S. M. Cook, J. C. Cameron, W. V. Srubar III. Biomineralization and Successive Regeneration of Engineered Living Building Materials. Matter 2, 481–494. DOI: 10.1016/j.matt.2019.11.016


Redação: Rafael Andrade Taveira - Engenharia de Materiais - UNILA


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quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Impressão 3D e Bioimpressão por luz visível escalável usando um microdisplay de diodo orgânico emissor de luz

18 agosto




Resumo: O artigo apresenta um estudo para atender as necessidades atuais em relação à biocompatibilidade e escalabilidade de materiais visando tecnologia de manufatura aditiva (impressão 3D) baseadas em foto-crosslinking.


O desenvolvimento industrial demanda elevadas taxas de produção, com diferentes escalas. Com isso, os métodos de manufatura aditiva mostram modalidades que permitem a fabricação desde nanoescalas até mesoescalas, com geometrias simples e complexas. 


Dentre esses tipos de manufatura aditiva, a microestereolitrografia baseada em processamento de luz digital (digital light processing - DLP) explora a fotopolimerização, que converte precursores poliméricos em sólidos utilizando projeções de luz em alta resolução na superfície de uma tinta fotocruzável (photocrosslinkable ink).


O artigo apresenta quatro aspectos críticos à pesquisa, sendo eles: em primeiro aspecto, os microdisplays OLED cobrem áreas de microescalas à macroescalas por meio de uma única operação de produção (impressão 3D), o que permite a produção de tecidos em escala humana. Sendo assim, a manufatura aditiva por OLED demonstra resultados significativos nas demandas exigidas para produção industrial e em larga escala. 


Em segundo lugar, o OLED é o único modulador de luz digital bidimensional (2D) com infinita taxa de contraste, o que não é possível obter com os mecanismos tradicionais. Em terceiro, os microdisplays OLED estão comercialmente disponíveis. E, por fim, no quarto aspecto, as intensidades de luz das telas OLED devem ser uniformes. 


Juntos, estes aspectos abrem caminho para dispositivos com aplicações que exigem materiais avançados, principalmente na área de engenharia de tecidos. Um dos resultados obtidos foi que a plataforma de fabricação 3D por OLED (luz visível e tintas hidrogel à base de PEG) puderam apoiar o crescimento de células adultas de fibroblastos dérmicos humanos, potencializando o desenvolvimento na área da engenharia de tecidos.

 



Figura 1: Amostra de substratos fabricados com tinta hidrogel contendo PEG, usando multimateriais. As barras de escala são de 5 mm. Fonte: (Kowsari et al. 2021).



Com o avanço tecnológico de bioimpressão 3D, o método apresentado pelo artigo atendeu algumas das necessidades observadas pela indústria como baixo custo com a plataforma OLED, formulações de materiais biocompatíveis reticuláveis por luz visível, incitando novas oportunidades para engenharia de tecidos de alto rendimento e multimateriais.





Referência:
K. Kowsari, W. Lee, S. S. Yoo, N. X. Fang. Scalable visible light 3D printing and bioprinting using an organic light-emitting diode microdisplay. iScience 2021; 24, 103372; DOI: 10.1016/ j.isci.2021.103372


Redação: Rafael Andrade Taveira - Engenharia de Materiais - UNILA

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Funções biológicas e estratégias de entrega de íons para promover a indução osteogênica

15 dezembro

     



Resumo: Este artigo faz uma revisão das metodologias utilizadas para introduzir íons inorgânicos em biomateriais, destaca os efeitos terapêuticos relacionados a esses íons e o papel dos biomateriais na liberação desses íons.


Os ossos são órgãos complexos cuja função é manter a estabilidade corporal e oferecer proteção aos órgãos internos. Doenças e lesões traumáticas podem afetar as funções ósseas, portanto é muito importante tratar recuperar essas funções de maneira rápida e eficiente. O uso de transplantes autógenos, que são aqueles extraídos do próprio paciente, é o “padrão ouro” no quesito de recuperação de funções, porém sua baixa disponibilidade e risco de transmissão de doenças limita o seu uso. Nessas condições o desenvolvimento de enxertos sintéticos tem grande importância no desenvolvimento de tratamentos com desempenhos similares aos autógenos sem os riscos associados.


Dentro os tipos de materiais utilizados para a incorporação de íons estão as cerâmicas, que tem como vantagens a grande semelhança de alguns compostos, como a hidroxiapatita, com os materiais encontrados em ossos naturais. Como desvantagem desses materiais está a sua baixa taxa de degradação e reabsorção devido a sua alta cristalinidade.


Entre os polímeros mais utilizados para aplicação biomédica estão os polissacarídeos como alginato e proteínas naturais como o colágeno, porém alguns tipos de polímeros são menos suscetíveis a incorporar íons em sua composição.


Os metais são mais suscetíveis a incorporação de íons, que geralmente são metálicos também, devido à natureza metálica de ambos materiais. Contudo as interações entre os íons liberados e o ambiente úmido em que se encontram podem levar a problemas de corrosão que precisam ser controlados.


Alguns íons que normalmente são adicionados fazem parte da composição natural dos ossos. A adição de íons de Ca2+, Cu2+, Sr2+, Mg2+, Zn2+, e B3+ em biomateriais causou uma melhoria na osteogênese e uma melhor regeneração óssea em geral. Entre alguns efeitos, a adição de cobre melhorou a diferenciação osteogênica em estudos in vitro. O cobalto também estimulou a angiogênese, que é o processo de formação de vasos sanguíneos, contribuindo com o processo de osteogênese. O silício apresentou efeitos significativos na mineralização óssea e na osteogênese. A figura 1 apresenta uma ilustração dos efeitos dos íons nas diferentes fase da osteoblastogênese e osteoclastogênese.


Figura 1 - Ilustração esquemática dos efeitos dos íons nas diferentes fase da osteoblastogênese e osteoclastogênese. Fonte: (BOSCH-RUÉ, DIEZ-TERCERO, et al., 2021)


Em geral, diferentes íons apresentaram efeitos diversos no processo de osteogênese e os recentes desenvolvimentos em materiais biomédicos que incorporam esses íons demonstraram um grande potencial para estimular a regeneração de tecidos ósseos, porém ainda é necessário desenvolver mecanismos para efetuar uma liberação controlada e sob demanda desses íons.




Referência:

Referência: BOSCH-RUÉ, E., DIEZ-TERCERO, L., GIORDANO-KELHOFFER, B., et al. Biological Roles and Delivery Strategies for Ions to Promote Osteogenic Induction. Frontiers in Cell and Developmental Biology. [S.l.], Frontiers Media S.A. , 14 jan. 2021


Redação: Gustavo Xavier Peres - UTFPR
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Fabricação de piezocerâmicas curvadas com a ajuda da gravidade

01 dezembro

    




Resumo: Cientistas desenvolveram uma forma de produzir piezocerâmicas altamente compactas e com geometrias difíceis de conseguir, mas com ajuda da força de gravidade incluída na sinterização é possível.



Os materiais piezoelétricos podem produzir carga elétrica a partir de uma tensão mecânica. Esta propriedade é muito procurada em peças cerâmicas altamente compactas e geometricamente complexas devido à sua estabilidade mecânica e amplo campo de aplicação devido ao seu alto efeito de acoplamento eletromecânico, propriedades mecânicas estáveis e baixo custo. 


Um grupo de cientistas em vez de usar a impressão 3D para fazer isso porque é impossível imprimir corpos cerâmicos verdes geometricamente complexos em um alto volume de componentes cerâmicos e boa compactação, também porque é difícil para a peça ter uma geometria complexa e alto desempenho piezoelétrico ao mesmo tempo. Portanto, eles usaram o processo de sinterização por gravidade (GDS) para conseguir isso.


Como mostrado na figura 1, o processo GDS consiste na colocação de um compacto verde prensado de pós precursores de titanato de zirconato de chumbo (PZT) em duas plataformas de suporte de alumina com baixa expansão térmica e alta condutividade térmica, para uma melhor estabilidade térmica. No início do processo de sinterização há um equilíbrio de forças, mas com o calor o corpo sólido torna-se quase líquido, então ocorre uma certa deformação causada pela força da gravidade, estabelecendo um novo equilíbrio de forças. No final do processo, pode ser obtido um corpo curvo mecanicamente estável.




Figura 1: Esquema do processo de sínteses de GDS. Fonte: SHAN, Y. et al. 2021.

A estratégia GDS é uma via universal e fácil para fabricar piezocerâmicas curvas e outras cerâmicas funcionais sem comprometer suas funcionalidades, bem como seu uso para produção em larga escala.

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Referência:

Shan, Y., Liu, S., Wang, B. et al. A gravity-driven sintering method to fabricate geometrically complex compact piezoceramics. Nature Communications 12, 6066 (2021). DOI: 10.1038/s41467-021-26373-x 


Redação: Dennis Luis Gonzales Ordoñez - UNILA
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terça-feira, 30 de novembro de 2021

PICO, PICOS e SPIDER: um estudo comparativo de especificidade e sensibilidade em três ferramentas de busca para revisões sistemáticas qualitativas

30 novembro

     






Resumo: Os autores conduziram pesquisas em bases de dados para avaliar os resultados obtidos utilizando os critérios de pesquisa PICO, PICOS e SPIDER.



Revisões sistemáticas são produções científicas com grande importância, especialmente na área da saúde, como ferramentas que auxiliam na tomada de decisões baseadas em evidências. Para produzir este tipo de revisão é necessário conduzir uma pesquisa abrangente tentando identificar todos os artigos relevantes que após encontrados serão assimilados por meio de análises estatísticas. A abrangência do processo de pesquisa tem sido vista como um fator chave na prevenção de vieses e para fornecer uma visão das pesquisas disponíveis.


Ao desenvolver uma estratégia de pesquisa, são utilizadas ferramentas para listar os termos pelos conceitos principais na pergunta de pesquisa. A ferramenta PICO (Population - população, Intervention - intervenção, Control - controle e Outcome - desfecho) é uma das mais utilizadas juntamente com a sua variante, PICOS ( onde o S significa Study type - tipo de estudo). Há também outra ferramenta de pesquisa emergente que se chama SPIDER  (Sample - amostra, Phenomenon of interest - fenômeno de interesse, Design, Evaluation - avaliação, Research type - tipo de pesquisa).


Foi feito o teste entre as três ferramentas em uma pesquisa para identificar as experiências de saúde de pessoas com esclerose múltipla. Termos de pesquisa idênticos foram utilizados nas ferramentas de pesquisa PICO, PICOS e SPIDER e comparados nas bases de dados Ovid MEDLINE, Ovid EMBASE e EBSCO CINAHL Plus.


Os resultados mostraram mais resultados na ferramenta PICO enquanto a ferramenta SPIDER gerou muito menos artigos para serem avaliados, porém a ferramenta SPIDER não encontrou cinco artigos considerados relevantes para a pesquisa que foi encontrada com o PICO. A ferramenta PICOS gerou menos resultados que a PICO e mais que a SPIDER, porém não conseguiu encontrar mais resultados relevantes do que a ferramenta SPIDER.


Os autores do artigo recomendam a utilização do PICO para efetuar uma pesquisa mais abrangente e a ferramenta PICOS quando é necessário economizar tempo e recursos. Também foi concluído que a ferramenta SPIDER é promissora devido a sua alta especificidade, porém há um risco de não encontrar alguns artigos relevantes ao utilizá-la.




Referência:

METHLEY, A. M., CAMPBELL, S., CHEW-GRAHAM, C., et al. PICO, PICOS and SPIDER: A comparison study of specificity and sensitivity in three search tools for qualitative systematic reviews. BMC Health Services Research. [S.l.], BioMed Central Ltd. Disponível em: /pmc/articles/PMC4310146/. Acesso em: 18 nov. 2021. , 2014.


Redação: Gustavo Xavier Peres - UTFPR
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terça-feira, 16 de novembro de 2021

Polímeros com memória de forma

16 novembro

   




Resumo: Cada vez os cientistas tentam reduzir o tamanho das máquinas para diminuir os custos, com esta ideia se desenvolveu umas metamáquinas que podem se automontar com certos estímulos.



As máquinas permitiram uma maior produtividade em diferentes setores da indústria e os cientistas sempre tentam reduzir o tamanho para uma melhor eficiência e redução do custo. Cientistas inspirados nisto, desenvolveram metamáquinas, que são máquinas feitas de máquinas, estas micromáquinas podem se automontar a partir de certos estímulos.


Foram desenvolvidas estas metamáquinas reconfiguráveis a partir de coloides ativos através da manipulação óptica, mas com certa limitação. Estas se obtêm ao combinar algumas resinas e hidrogéis para formar diversas formas, como mostrado na figura acima (WU, 2021).


Este estudo abre um caminho para o progresso do automontagem em microescala e em materiais que mudam de forma através de máquinas feitas a partir de máquinas.




Referência:

Wu, J., Guo, J., Linghu, C. et al. Rapid digital light 3D printing enabled by a soft and deformable hydrogel separation interface. Nature Communications 12, 6070 (2021). DOI: 10.1038/s41467-021-26386-6


Redação: Dennis Luis Gonzales Ordoñez - UNILA
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sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Síntese e caracterização de hidroxiapatita dopada com Zinco: aplicação em arcabouços, estudos antibacterianos e de bioatividade

29 outubro

     






Resumo: Este estudo avaliou o desempenho biológico e anti bacteriano de amostras de hidroxiapatita dopadas com zinco produzidas através da técnica de precipitação química.



A hidroxiapatita tem sido alvo de muitos estudos devido a sua excepcional bioatividade, osteocondutibilidade e estrutura cristalina similar a da fase mineral de ossos naturais. Porém um dos problemas presentes é o surgimento de bactérias no local do implante que são um dos maiores causadores de falhas dos mesmos. Com isso os autores propuseram a produção de arcabouços de hidroxiapatita com a introdução de íons de zinco para obter ação antibacteriana e analisar seu desempenho biológico e mecânico.


Os métodos para produção da hidroxiapatita estão apresentados na Figura 1. Para produzir amostras dopadas foi feita a substituição de Ca(NO3)2∙6H2O por Zn(NO3)2.6H2O 

Figura 1 - Fluxograma da síntese química da hidroxiapatita. Fonte: (OFUDJE, ADEOGUN, et al., 2019)


Os ensaios in vitro dos arcabouços foram efetuados foram efetuados com a imersão de amostras em fluido corporal simulado (SBF) de 3 até 7 dias e após isso as amostras foram retiradas e analisadas sob um microscópio eletrônico de varredura (MEV), mostradas na 2, para observar as suas morfologias superficiais que encontraram uma estrutura porosa e com o surgimento de uma camada de apatita que proporciona um melhor ambiente para o desenvolvimento de tecidos.


Figura 2 - Imagens do MEV a) amostras dopadas com 10% de Zn antes de serem submersas em SBF b) Amostras dopadas com 10% de Zn após 3 dias submersas em SBF c) Amostras dopadas com 10% de Zn após 7 dias submersas em SBF. Fonte: (OFUDJE, ADEOGUN, et al., 2019)


Os ensaios de atividade antibacteriana foram conduzidos com a imersão de amostras em culturas de Escherichia coli e Staphylococcus aureus durante 7 dias com posterior secagem e fixação das bactérias presentes na superfície com formaldeído. Os ensaios demonstraram que amostras sem dopagem com zinco não apresentavam zonas com inibição de crescimento de bactérias enquanto amostras dopadas apresentaram tais zonas, os autores explicam que esse efeito pode ser causado por mudanças na superfície da camada de apatita que destroem as membranas celulares dos micro-organismos.


Foi possível produzir com sucesso arcabouços de hidroxiapatita dopadas com zinco utilizando a técnica de precipitação química que apresentaram uma estrutura porosa sob análise do MEV e demonstraram ação antibacteriana contra Escherichia coli e Staphylococcus aureus.


Referência:

OFUDJE, E. A., ADEOGUN, A. I., IDOWU, M. A., et al. "Synthesis and characterization of Zn-Doped hydroxyapatite: scaffold application, antibacterial and bioactivity studies", Heliyon, v. 5, n. 5, p. e01716, 1 maio 2019. DOI: 10.1016/j.heliyon.2019.e01716. 


Redação: Gustavo Xavier Peres - UTFPR
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quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Optimização da velocidade de impressão 3D

20 outubro

 



Resumo: A velocidade é uma limitação para impressão 3D, por isso cientistas usaram um hidrogel para reduzir a aderência, otimizando a velocidade sem prejudicar as outras propriedades.



A impressão 3D é uma ferramenta muito útil em muitas aplicações, mas como toda técnica, tem suas limitações, como a velocidade de impressão, que ocasiona uma baixa produtividade na fabricação em larga escala. Cientistas desenvolveram um método para otimizar a velocidade de impressão 3D através do uso de um hidrogel.


A impressão com processamento de luz digital (DLP) permite a impressão camada por camada, com uma maior resolução vertical e menor consumo de resina. Consegue fazer impressões com várias geometrias.


Conseguiram usar uma impressora DPL comercial a uma velocidade de 400 mm/h, que é considerada uma velocidade muito alta. Para isto reduziram a aderência com o uso de um hidrogel verde muito suave e muito grossa, que funciona como interfaz da separação contra a peça curada, que permite uma produção estável e contínua, perfeita para a produção em larga escala. Os cientistas alcançaram a metade da velocidade recorde com esse equipamento, mas o objetivo dos cientistas não era alcançar um tempo recorde para a impressão, senão uma maior velocidade com as outras propriedades bem equilibradas, como o custo, solidez e produtividade.


Com este método, pode permitir que a impressão 3D possa deixar de ser quase exclusiva para a produção de protótipos e seja usado na produção final, já que no mercado tem só 7% a comparação do moldado líquido tradicional.




Referência:

Wu, J., Guo, J., Linghu, C. et al. Rapid digital light 3D printing enabled by a soft and deformable hydrogel separation interface. Nature Communications 12, 6070 (2021). DOI: 10.1038/s41467-021-26386-6


Redação: Dennis Luis Gonzales Ordoñez - UNILA
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terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Controle de bordas em materiais 2D

15 dezembro

  




Resumo: Pesquisadores tornam possível controlar as bordas de materiais bidimensionais através de um produto químico “mágico” na forma de peroxido de hidrogênio. Com isso é possível obter avanços nas áreas de tecnologia e nanociência.



Materiais ultrafinos como o grafeno prometem uma revolução na nanociência e tecnologia. Pesquisadores da Chalmers University of Technology, na Suécia, publicaram um estudo na Nature Communications no qual apresentam um método para controlar as bordas de materiais bidimensionais.


"Nosso método torna possível controlar as bordas, átomo por átomo, de uma forma fácil e escalonável, usando apenas aquecimento com produtos químicos ecológicos, como o peróxido de hidrogênio", diz Battulga Munkhbat, um pesquisador de pós-doutorado no Departamento de Física da Chalmers University of Technology e primeiro autor do artigo.


Materiais tão finos quanto uma única camada atômica são conhecidos como materiais bidimensionais ou 2D. O exemplo mais conhecido é o grafeno. Desenvolvimentos futuros dentro do campo bidimensional podem se beneficiar do estudo de uma característica particular inerente a tais materiais, as suas bordas. Controlar as bordas é um problema científico desafiador, porque elas são importantes para caracterizar suas propriedades. Como podem existir diferenças nas propriedades físicas, pode-se esperar que as propriedades químicas das bordas também sejam diferentes.


Pesquisadores descobriram um produto químico “mágico” na forma de peróxido de hidrogênio comum. A “mágica” química opera de uma maneira chamada autolimitante, removendo material indesejado, átomo por átomo, e eventualmente resultando em bordas atomicamente nítidos.


O novo método, que inclui uma combinação de métodos litográficos padrão de cima para baixo com um novo processo que remove quimicamente camadas da superfície por meio úmido anisotrópico, torna possível criar bordas perfeitas em materiais bidimensionais.


Esses e outros materiais relacionados atraem a atenção significativa da pesquisa, pois permitem avanços cruciais na nanociência e tecnologia, com aplicações potenciais que vão desde a eletrônica quântica a novos tipos de nanodispositivos. Essas esperanças são notadas no Graphene Flagship, a maior iniciativa de pesquisa da Europa, coordenada pela Chalmers University of Technology.


Para tornar a nova tecnologia disponível para laboratórios de pesquisa e empresas de alta tecnologia, os pesquisadores fundaram uma empresa start-up que oferece materiais TMD (dichalcogenetos de metais de transição) atomicamente nitidos de alta qualidade. Os pesquisadores também planejam desenvolver aplicações para esses metamateriais atomicamente nítidos.






Referência:

Battulga Munkhbat et al, Transition metal dichalcogenide metamaterials with atomic precision, Nature Communications (2020). DOI: 10.1038/s41467-020-18428-2


Redação: Nathielle Harka - UNILA
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Camadas 2D de platina usadas como sensor químico

09 dezembro

 



Resumo: Pesquisadores da Chalmers University of Technology, na Suécia, descobriram a possibilidade de preparar camadas 2D de platina com um átomo de espessura para ser usada como sensor químico pelo método de deposição física a vapor.



Um esquema de átomos de platina depositados na superfície do carbono, que é um material isolante 2-D semelhante ao grafeno desenvolvido epitaxialmente em carboneto de silício, permite o crescimento bidimensional da platina. O objetivo da pesquisa é o desenvolvimento de materiais 2-D além do grafeno.


"Em poucas palavras, conseguimos fazer uma camada de metal com apenas um átomo de espessura, uma espécie de novo material. Descobrimos que este metal atomicamente fino é muito sensível ao ambiente químico. Sua resistência elétrica muda significativamente quando interage com gases, "explica Kyung Ho Kim, pós-doutorado no Laboratório de Física de Dispositivos Quânticos do Departamento de Microtecnologia e Nanociência da Chalmers e principal autor do artigo.


"A fina camada atômica de platina pode ser usada para detecção elétrica ultrassensível e rápida de produtos químicos. Estudamos o caso da platina, mas outros metais como o paládio produzem resultados semelhantes", diz Samuel Lara Avila, professor associado do Quantum Device Laboratório de Física e um dos autores do artigo.


Com isso, os pesquisadores conseguiram detectar gases tóxicos no nível de partes por bilhão. Isso foi demonstrado com a detecção de benzeno, um composto que é cancerígeno mesmo em concentrações muito pequenas e para o qual não existe nenhum aparelho de detecção de baixo custo. Usar metais atomicamente finos pode nos levar para futuras aplicações de monitoramento da qualidade do ar.


Porém, aumentar a sensibilidade dos sensores de gás de estado sólido incorporando materiais nanoestruturados como o elemento de detecção ativo pode ser complicado por efeitos nas interfaces, que pode limitar a leitura do sensor.


Este trabalho relata a preparação de camadas de platina na espessura de um átomo, por deposição física a vapor sobre a camada de carbono zero (também conhecida como camada tampão) crescida epitaxialmente em carboneto de silício. Com uma camada fina de Pt de 3–4 Å, a condutividade elétrica do metal é fortemente modulada ao interagir com analitos químicos.


Os resultados foram publicados recentemente na revista científica Advanced Material Interfaces.




Referência:

Joshua Worth. Single-atom-thin platinum makes a great chemical sensor. Chalmers University of Technology. Phys.org, setembro de 2020; DOI: 10.1002/admi.201902104


Redação: Nathielle Harka - UNILA
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terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Nanoestrutura olho-de-mariposa inspirada em mecanismos da natureza

01 dezembro

   





Resumo: Nanoestruturas são desenvolvidas com design inspirado na natureza. Filmes inspirados em olhos de mariposa funcionam como anti-reflexos e podem ter aplicações em monitores de tela plana e também painéis solares.



Muitos problemas são resolvidos baseados nos mecanismos da natureza. Foi desenvolvido um revestimento anti-reflexo que foi inspirado nas bioestruturas peculiares encontradas nos olhos de mariposas.

As mariposas evoluíram para desenvolver olhos não reflexivos. Seus olhos têm uma estrutura nanométrica que torna a superfície do olho graduada. Isso faz com que a maior parte da luz incidente se curve na superfície e, portanto, seja transmitida através do olho ao invés de ser refletida por ele. Esta estrutura em nanoescala é tão eficaz que pesquisadores tentaram imitá-la usando outros materiais para criar revestimentos anti-reflexos com vários graus.

No entanto, apesar dos avanços recentes da nanociência que permitem a adoção dessa ideia para diversas aplicações, ainda existem barreiras a serem superadas em termos de escala e custo. Para resolver esses problemas, cientistas da Universidade de Ciência de Tóquio e da Geomatec Co., Ltd., no Japão, têm trabalhado em uma nova estratégia para produzir nanoestruturas olho-de-mariposa e filmes transparentes.

Embora esta equipe já tivesse criado moldes de olho-de-mariposa feitos de carbono vítreo gravado com um feixe de íons de oxigênio, essa abordagem não era escalável. "A produção de substratos de carbono vítreo requer o uso de tecnologia de metalurgia do pó, que é difícil de se usar para produzir moldes com uma grande área", explica o professor Jun Taniguchi da Universidade de Ciência de Tóquio, "Para superar essa limitação, tentamos usar apenas uma camada fina de carbono vítreo depositado sobre um grande substrato de vidro regular."

Para tornar esta nova estratégia viável, a equipe optou por usar um sistema de plasma acoplado indutivamente (ICP). Essa tecnologia produz uma faixa de irradiação de feixe de íons mais ampla, que é mais adequada para trabalhar em estruturas de grandes áreas.

As propriedades ópticas destes filmes foram notáveis: sua refletância para a luz na faixa visível era de apenas 0,4%, 10 vezes menor do que a de um filme semelhante sem a nanoestrutura do olho-de-mariposa. Além do mais, a transmissão da luz através do material também foi aumentada.

O Sr. Hiroyuki Sugawara, diretor técnico da Geomatec, destaca as muitas aplicações possíveis destes filmes. "Poderíamos usar esses filmes para melhorar a visibilidade em monitores de tela plana, sinais digitais, e as placas de acrílico transparente usadas em todos os lugares desde o início da pandemia de COVID-19. Além disso, o revestimento anti-reflexo também pode ser uma forma eficiente de melhorar o desempenho dos painéis solares."

Este estudo mostra como expandir o uso de estruturas inspiradas na natureza. Esses avanços também podem ajudar a preservar a natureza para que possamos continuar obtendo ideias úteis de outras espécies.






Referência:

Tomoya Yano et al, Moth-eye structured mold using sputtered glassy carbon layer for large-scale applications, Micro and Nano Engineering (2020). DOI: 10.1016/j.mne.2020.100077


Redação: Nathielle Harka - UNILA
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segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Processos eletroquímicos podem ser uteis na pandemia

16 novembro

 



Resumo: Um novo tipo de máscara protetora é desenvolvida. Ela extrai e concentra o oxigênio do ar usando processos eletroquímicos. Assim, pode ser evitado consideráveis efeitos colaterais da deficiência de oxigênio, ao mesmo tempo em que previne a propagação do vírus.



Todos nós já nos familiarizamos com as máscaras faciais para prevenir doenças ou, no caso de uma pessoa já infectada, prevenir a propagação de patógenos. As máscaras basicamente filtram o ar que entra e sai dos pulmões, prendendo o vírus e outras partículas em sua malha. Com a crise do COVID-19, muitos se familiarizaram com as máscaras N95, que filtram 95% ou mais das pequenas partículas do ar, incluindo o vírus.


Porém, a máscara também torna mais difícil a respiração. Estima-se que as máscaras N95 reduzam a ingestão de oxigênio entre 5-20%. Para uma pessoa saudável pode até causar tonturas e desmaios. E se for usada uma máscara por tempo suficiente, ela pode danificar os pulmões. Para um paciente com dificuldade respiratória, pode até ser fatal.


A equipe do Laboratório Prinz tinha o objetivo de desenvolver um dispositivo portátil que usasse processos eletroquímicos para enriquecer o oxigênio do ar ambiente.


Esses pesquisadores estão trabalhando em algumas maneiras de fazer isso. O primeiro passo faz parte de um processo clássico conhecido como separação da água (splitting water). Se você coletar água e passar uma corrente elétrica por ela, os elétrons adicionais farão com que a água se divida em hidrogênio puro e oxigênio puro. O hidrogênio pode ser usado como combustível e o oxigênio vai para a máscara para ser respirado.


O dispositivo que foi criado gera oxigênio puro e limpo usando esse processo eletroquímico para suplementar a perda de oxigênio devido ao uso de mascaras. Os pesquisadores acreditam que ele pode proteger o sistema respiratório de usuários de máscaras por um longo período, principalmente profissionais de saúde e pacientes.


Esse dispositivo é direcionado a qualquer pessoa que precise usar uma máscara por muito tempo, como socorristas, médicos, enfermeiros e até mesmo pacientes que não querem infectar outras pessoas. Em curto prazo, é esperado conseguir isso para os profissionais de saúde o mais rápido possível. Um grupo de pesquisa está trabalhando com Allison Okamura e seu pós-doutorando Ming Luo para que o dispositivo seja uma máscara com tecnologia de engenharia e design de quem tem experiência de uso.





Referência:

Andrew Myers. COVID-19 prompts a team of engineers to rethink the humble face mask. Stanford Engineering, abril de 2020.


Redação: Nathielle Harka - UNILA
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sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Impressão 3D de sensores de grafeno para pneus inteligentes

06 novembro

 


Resumo: Cientistas desenvolveram sensores impressos em 3D a base de grafeno que são incrustados em pneus, destinados a veículos autônomos, que atuam fornecendo dados em tempo real e funcionam graças à piezoeletricidade.



O setor automotivo tende a criar veículos que tenham um funcionamento cada vez mais automático, desde apertar um botão para subir o vidro até a pilotagem automática. Para que os veículos possam conduzir de forma autónoma, são necessários vários sensores que irão indicar ao veículo o que fazer em várias situações.


Há um grande interesse na produção de vários milhões de veículos autônomos em um futuro próximo, o que exigirá vários sistemas de controle para garantir que sejam seguros para essa operação. Um grupo de cientistas, vendo isso, desenvolveu sensores para pneus inteligentes, para se ter um subsistema de controle e comunicação entre os pneus e a estrada, proporcionando uma detecção de parâmetros que atuem entre eles em tempo real.


Muitos estudos foram realizados, e recentemente os sensores baseados em grafeno mostraram alto desempenho e sensibilidade aumentada, tornando-os perfeitos para esta função. Os cientistas desenvolveram sensores impressos em 3D embutidos diretamente nos pneus, juntamente com um coletor de energia piezoelétrico embutido no pneu para alimentar os sensores e transmitir os dados sem fio, além da aprendizagem automática para análise de dados preditiva. Neste trabalho, o preço de um sensor impresso em 3D é estimado em cerca de 2,7 centavos.


A impressão 3D foi realizada pelo método de deposição em aerossol com tinta de grafeno, cálculos teóricos foram realizados para a modelagem. E para sua viabilidade foi desenvolvido um algoritmo de aprendizagem automática para estimar a pressão dos pneus. A maioria dos dados estava próxima da linha de erro zero.


Este trabalho nos mostra uma solução para evitar que os dados entre o sistema de monitorização da pressão dos pneus (TPMS) e a unidade central de processamento (CPU) sejam comprometidos, ou seja, as informações que a CPU receber da pressão dos pneus não será enganoso.


Esta pesquisa está publicada na revista Nature.




Referência:

Maurya, D., Khaleghian, S., Sriramdas, R. et al. 3D printed graphene-based self-powered strain sensors for smart tires in autonomous vehicles, Nature Communications, 26 de outubro, 2020; DOI: 10.1038/s41467-020-19088-y


Redação: Dennis Gonzales - UNILA
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terça-feira, 3 de novembro de 2020

Mistura de enzimas reduzem a poluição por plásticos

03 novembro

 




Resumo: Cientistas desenvolvem uma mistura de enzimas (MHETase-PETase) de modo que seja possível fazer a reciclagem do polímero PET, diminuindo o uso de recursos fosseis e a poluição por plásticos.



Os mesmos cientistas que projetaram a enzima que se alimenta de plástico, a PETase, criaram agora um coquetel de enzimas que pode digerir o plástico até seis vezes mais rápido. Uma segunda enzima foi combinada com PETase para acelerar a quebra do plástico.


A PETase decompõe o polietileno tereftalato (PET) de modo que seja possível ser reciclado infinitamente e que possa reduzir a poluição pelo plástico e os gases do efeito estufa que impulsionam as mudanças climáticas. O PET é o termoplástico mais conhecido e mais usado para fazer garrafas de bebidas descartáveis. Este polímero leva centenas de anos para se decompor no ambiente, mas com essas enzimas pode reduzir esse tempo para dias.


A descoberta inicial da PETase criou a perspectiva de uma revolução na reciclagem de plástico, criando uma solução potencial de baixo consumo de energia para lidar com o lixo plástico. Essa enzima natural foi desenvolvida em laboratório e pode ser 20% mais rápida na decomposição do PET.


Depois, a mesma equipe combinou PETase e uma segunda enzima chamada MHETase, para gerar melhorias muito maiores. A mistura de PETase com MHETase dobrou a velocidade de decomposição do PET e ainda projetou uma conexão entre as duas enzimas para criar uma 'superenzima'.


Nos primeiros experimentos, foi observado que eles realmente funcionam melhor juntos, então eles foram ligados fisicamente, como dois Pac-men unidos por um pedaço de corda.


A descoberta da enzima PETase original anunciava a primeira esperança de que uma solução para o problema global da poluição por plásticos pudesse estar ao alcance, embora a PETase sozinha ainda não seja rápida o suficiente para tornar o processo comercialmente viável para lidar com as toneladas de garrafas PET descartadas espalhadas pelo planeta.


Combiná-lo com uma segunda enzima, e descobrir que juntas funcionam ainda melhor, significa que outro salto foi dado no sentido de encontrar uma solução para os resíduos de plástico. A combinação MHETase-PETase trabalha digerindo o plástico PET. Isso permite que os plásticos sejam feitos e reutilizados infinitamente, reduzindo nossa dependência de recursos fósseis como petróleo e gás.


Essa pesquisa combinou informações estruturais, computacionais, bioquímicas e bioinformáticas para revelar percepções moleculares sobre sua estrutura e como ela funciona. O estudo foi um enorme esforço de equipe envolvendo cientistas em todos os níveis de suas carreiras.


Uma das autoras mais jovens, Rosie Graham, uma aluna de doutorado do Portsmouth CEI-NREL disse: "Minha parte favorita da pesquisa é como as ideias começam, seja durante o café, no trajeto de trem ou ao passar pelos corredores da universidade, pode ser realmente a qualquer momento”.


O estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.




Referência:

Brandon C. Knott, Erika Erickson, Mark D. Allen, Japheth E. Gado, Rosie Graham, Fiona L. Kearns, Isabel Pardo, Ece Topuzlu, Jared J. Anderson, Harry P. Austin, Graham Dominick, Christopher W. Johnson, Nicholas A. Rorrer, Caralyn J. Szostkiewicz, Valérie Copié, Christina M. Payne, H. Lee Woodcock, Bryon S. Donohoe, Gregg T. Beckham, John E. McGeehan. Characterization and engineering of a two-enzyme system for plastics depolymerization. Proceedings of the National Academy of Sciences, 2020; 202006753 DOI: 10.1073/pnas.2006753117


Redação: Nathielle Harka - UNILA
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